domingo, 10 de junho de 2012

Partida esperada, resultado inesperado


                  Di Natale comemorando seu belo gol

Diríamos que era um dos jogos mais esperados da primeira fase da UEFA EURO 2012. Esperado porque eram as duas últimas seleções campeãs do mundo. Uma em 2006, contra a França de Zidane, e a outra campeã em 2010, encima da Holanda de Sneijder e companhia. Falo de Itália e Espanha, respectivamente. Em Gdansk, na Polônia, o jogo válido pela primeira rodada do Grupo C, foi, no mínimo, de não tirar os olhos da tevê. A Espanha jogava seu fútbol autoritário de sempre. Domínio supremo. Posse de bola demasiada. A Azzurra e a sua força e marcação no cangote.

O primeiro tempo teve bons lances, como a falta bem cobrada por Andréa Pirlo, que o goleiro do Real Madrid, Iker Casillas acabou encaixando aos 22 minutos. Outra chance, também para os italianos, foi no finalzinho. Thiago Motta, o brasileiro agora italiano cabeceou a queima roupa. Casillas, como um gato, espalmou.

Veio a segunda etapa, e Mário Balotelli, o nervosinho que no primeiro tempo socou o chão após o árbitro Victor Kassai apontar uma falta de ataque, teve a chance de abrir o placar quando o zagueiro Sérgio Ramos se enroscou com a bola. O italiano naturalizado avançou, avançou, diminuiu, diminuiu. O atacante de quase um metro e noventa perdeu a chance de abrir o placar por causa da lentidão. Fez lembrar-me o Rubinho, em 2002, quando o mesmo reduz a velocidade para o seu companheiro de equipe, o Schumacher passar em primeiro. Sérgio acabou se recuperando e travando o chute da tartaruga Balotelli. O técnico da Azzurra Cesare Prandelli sacou o polêmico Balotelli e colocou em campo o experiente Di Natale, que abriu o placar aos 14 do segundo tempo. Já no time espanhol, aconteceu o contrário. Cesc Fàbregas começou como atacante e marcou aos 17 minutos, após receber passe milimétrico de David Silva. Em seguida ele saiu para a entrada de Fernando Torres, que quase marcou um golaço de cobertura.

Aos 32, Di Natale respondeu ao completar cruzamento de Giovinco. Saiu por pouco.
Aos 43, a última chance da Azzurra. Marchisio tabelou com Thiago Motta, invadiu a área e tentou o chute, que saiu fraco e para nas mãos de Casillas.

Não passou pelo meu cerebelo um empate entre espanhóis e italianos. Esperava amplo domínio da Fúria. Afinal, a seleção é a base de dois dos melhores times da atualidade. Barcelona e Real Madrid. Mas Itália é Itália. Quatro vezes campeã do mundo. Não precisa provar nada a ninguém. Bom empate para os patrícios, e que dá reais chances de classificação para um grupo médio, que é composto por Irlanda e Croácia.

A Espanha volta a campo na próxima quinta-feira, quando enfrentará a Irlanda novamente na Arena Gdansk, às 15h45. Antes, a Itália jogará diante da Croácia, às 13h, em Poznan. A última rodada será realizada na outra segunda-feira, dia 18.


 Dados de Espanha 1x1 Itália

Espanha: Casillas, Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta e David Silva (Navas); Fàbregas (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque

Itália: Buffon, Bonucci, De Rossi e Chiellini; Maggio, Pirlo, Thiago Motta (Nocerino), Marchisio e Giaccherini; Cassano (Giovinco) e Balotelli (Di Natale)
Técnico: Cesare Prandelli

Gols: Di Natale, aos 14 do segundo tempo; Fàbregas, aos 17 do segundo tempo
Cartões amarelos: Balotelli, Bonucci, Chiellini, Maggio (Itália); Jordi Alba, Fernando Torres, Arbeloa (Espanha)
Estádio: Arena Gdansk (Polônia). Data:10/06/2012. Árbitro: Viktor Kassai (HUN) Auxiliares: Gabor Eros (HUN) e Gyorgy Ring (HUN)

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