Di Natale comemorando seu belo gol
Diríamos que era um dos jogos mais esperados da primeira
fase da UEFA EURO 2012. Esperado porque eram as duas últimas seleções campeãs
do mundo. Uma em 2006, contra a França de Zidane, e a outra campeã em 2010,
encima da Holanda de Sneijder e companhia. Falo de Itália e Espanha,
respectivamente. Em Gdansk, na Polônia, o jogo válido pela primeira rodada do Grupo
C, foi, no mínimo, de não tirar os olhos da tevê. A Espanha jogava seu fútbol
autoritário de sempre. Domínio supremo. Posse de bola demasiada. A Azzurra e a sua
força e marcação no cangote.
O primeiro tempo teve bons lances, como a falta bem cobrada
por Andréa Pirlo, que o goleiro do Real Madrid, Iker Casillas acabou encaixando
aos 22 minutos. Outra chance, também para os italianos, foi no finalzinho.
Thiago Motta, o brasileiro agora italiano cabeceou a queima roupa. Casillas,
como um gato, espalmou.
Veio a segunda etapa, e Mário Balotelli, o nervosinho que no
primeiro tempo socou o chão após o árbitro Victor Kassai apontar uma falta de
ataque, teve a chance de abrir o placar quando o zagueiro Sérgio Ramos se
enroscou com a bola. O italiano naturalizado avançou, avançou, diminuiu,
diminuiu. O atacante de quase um metro e noventa perdeu a chance de abrir o
placar por causa da lentidão. Fez lembrar-me o Rubinho, em 2002, quando o mesmo
reduz a velocidade para o seu companheiro de equipe, o Schumacher passar em primeiro. Sérgio
acabou se recuperando e travando o chute da tartaruga Balotelli. O técnico da
Azzurra Cesare Prandelli sacou o
polêmico Balotelli e colocou em campo o experiente Di Natale, que abriu o
placar aos 14 do segundo tempo. Já no time espanhol, aconteceu o contrário. Cesc
Fàbregas começou como atacante e marcou aos 17 minutos, após receber passe
milimétrico de David Silva. Em seguida ele saiu para a entrada de Fernando
Torres, que quase marcou um golaço de cobertura.
Aos 32, Di Natale respondeu ao
completar cruzamento de Giovinco. Saiu por pouco.
Aos 43, a última chance da
Azzurra. Marchisio tabelou com Thiago Motta, invadiu a área e tentou o chute,
que saiu fraco e para nas mãos de Casillas.
Não passou pelo meu cerebelo um
empate entre espanhóis e italianos. Esperava amplo domínio da Fúria. Afinal, a
seleção é a base de dois dos melhores times da atualidade. Barcelona e Real
Madrid. Mas Itália é Itália. Quatro vezes campeã do mundo. Não precisa provar
nada a ninguém. Bom empate para os patrícios, e que dá reais chances de
classificação para um grupo médio, que é composto por Irlanda e Croácia.
A Espanha volta a campo na próxima
quinta-feira, quando enfrentará a Irlanda novamente na Arena Gdansk, às 15h45.
Antes, a Itália jogará diante da Croácia, às 13h, em Poznan. A última rodada
será realizada na outra segunda-feira, dia 18.
Dados de Espanha 1x1
Itália
Espanha: Casillas,
Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso, Xavi,
Iniesta e David Silva (Navas); Fàbregas (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque
Itália: Buffon, Bonucci, De Rossi e Chiellini;
Maggio, Pirlo, Thiago Motta (Nocerino), Marchisio e Giaccherini; Cassano
(Giovinco) e Balotelli (Di Natale)
Técnico: Cesare Prandelli
Gols:
Di Natale, aos 14 do segundo tempo; Fàbregas, aos 17 do segundo tempo
Cartões
amarelos: Balotelli, Bonucci, Chiellini, Maggio (Itália); Jordi Alba,
Fernando Torres, Arbeloa (Espanha)
Estádio:
Arena Gdansk (Polônia). Data:10/06/2012. Árbitro:
Viktor Kassai (HUN) Auxiliares: Gabor Eros (HUN) e Gyorgy Ring
(HUN)
Nenhum comentário:
Postar um comentário