terça-feira, 11 de outubro de 2011

2011 Perdido na Dupla GRENAL

Celso Juarez Roth, fez a façanha de começar no Inter e terminar no Grêmio nesse ano.


Todos sabemos que o Campeonato Brasileiro de Futebol é o mais difícil do mundo, o único que arranca sempre com 6 ou 7 favoritos ao título e ainda sempre aparecem as famosas "zebras". A dupla GreNal que, nos últimos campeonatos, apesar de não conquistar nenhum, sempre aparece disputando a parte de cima da tabela.

Porém no desse ano, que já passamos da metade, a dupla gaúcha parece está fardada ao meio da tabela.

Sofrendo a com a má administração e com as irregularidades dos times – mesmo tendo uma alta folha salarial – não consegue se fixar nem pela disputa de uma vaga na tão desejada Libertadores da América. A grande culpa é de suas diretorias de futebol juntamente com seus presidentes, que não conseguiram resultados expressivos esse ano e ficaram apenas na disputa do Gauchão.

No Inter, que veio de um grande fiasco em Abu Dhabi contra o time motivado e certinho T. P. Mazembe, e que nem passou do meio campo frente a toda poderosa Internazionale de Milão que estava em grande crise, formou um bom elenco, nada mais que bom.

Começou o ano com o grande Celso Roth, atual técnico gremista que, em minha opinião, é um bom profissional, que foi vitimado pelo tal planejamento, tomando as dores do time B que foi eliminado precocemente do primeiro turno do Campeonato Regional, mesmo fazendo uma campanha razoável na Libertadores. Chamado para ocupar ser lugar, o grande ídolo da massa, Falcão, que foi recebido com grande festa com direito a apresentação no estádio.

Mas o colorado sofria de uma grande crise interna entre o então diretor de futebol Roberto Siegmann e o Presidente Giovanni Luigi. Ganho o Gauchão em pleno estádio olímpico mas, veio a eliminação do torneio continental em pleno Beira-Rio pelo fraco, mas tradicional, Peñarol do Uruguai, e a crise se agravou; Falcão que era bancado por Roberto Sigmann já não era mais unanimidade dentro do clube. Após alguns jogos no Brasileirão, Falcão e Sigmann foram demitidos contando com uma incoerência gigante, pois a equipe estava em grande ascensão no campeonato, apesar da eliminação da Libertadores.

Com a saída de Falcão em três meses de trabalho, assumia Osmar Loss que vinha para ser um auxiliar e acabou por ser um interino quase efetivo e, para a diretoria de futebol, assumia o outro grande ídolo Fernandão e um homem de confiança de Luigi Luiz Anápio Gomes, para os cargos de Gerente e vice-presidente respectivamente.

Então veio a Gloriosa Copa Audi, que foi comemorado como título, apesar da terceira colocação depois de 2 empates. Sim, lá estavam grandes potências do futebol: Barcelona, Milan e Bayer de Munique, mas com equipes desfiguradas, em meio a pré-temporada e visivelmente os jogadores considerados titulares sem nenhum interesse pela competição. Mesmo assim, o "honroso" terceiro lugar, fez o inter desacelerar a procura de um novo treinador, apostando, mas sem oficializar, o interino Osmar Loss. Passando algumas rodadas do campeonato nacional e já se via que o treinador era insuficiente para gerir o bom grupo que tinha a seu dispor. A diretoria que era gerenciada então pelo ídolo Fernandão, estava em um grande dilema de mercado, já que não aparecia nenhuma opção disponível e os bons técnicos empregados tinham grandes multas para deixar seus clubes.

Aparecendo 3 opções: Diego Aguirre, uma aposta em um estrangeiro na qual não dava boas lembranças recentes com Jorge Fossati, apesar de sua grande campanha com o algoz colorado indo até a final da Libertadores da América; Dorival Junior, bom técnico, mas com uma campanha horrorosa com a equipe do Atlético mineiro, apesar das inúmeras contratações de grande porte feita pela equipe mineira e o poeta Paulo Autori, de grande Biografia, mas que não vinha de uma boa campanha no co-irmão e estava treinando um clube árabe.

Favorito da cúpula colorada, Dorival, esbarrava na alta multa do contrato, então acertando com a segunda opção, Autori. No meio de tudo, veio a demissão de Dorival da equipe atleticana, deixando a diretoria colorada com uma grande dúvida: o já acertado Paulo Autori ou o favorito Dorival Junior.

Optando por Paulo Autori que dava como certa a sua liberação do Shaike e acabou não vindo.

Depois de uma grande novela, foi anunciado Dorival Junior com técnico colorado. Depois de idas e vindas de técnicos e os desfalques para seleções, a equipe não conseguiu manter uma regularidade e ainda perdeu seu principal jogador em 2011, Leandro Damião que sem dúvida era o melhor jogador do Brasil no momento.

Ainda fora de campo, o clube se atrapalha na reformulação do estádio para a próxima copa do mundo, atrasado devido a assinatura do contrato com a empresa que prestará os serviços.

Por todos esses motivos, o Internacional ficará no meio da tabela ao final do campeonato, ficando com a vaga na Sul-americana em 2012 e disputando a Copa do Brasil no primeiro semestre, apesar de ter um bom elenco, como referi anteriormente, apenas bom.

Já a equipe do Grêmio veio para esse ano com um bom segundo turno no Brasileiro e com uma boa base de time, apesar das carências e uma troca de presidente: Sai Duda Kroeff e entra Paulo Odone.

A diretoria também passou por modificações: saída de Alberto Guerra e as entradas de Antonio Vicente Martins, José Simões e César Cidades Dias.

O ano começou com a grande trapalhada, uma das maiores já feitas pelo Tricolor. No episódio, Ronaldinho e Assis, ficaram esperando por uma coisa que nunca se realizou. Chegou a se anunciar o acerto com o craque, assim como Palmeiras e Flamengo, chegando a colocar caixas de som dentro do estádio.

Com o desfecho conhecidos de todos, a diretoria deixou de lado outras contratações, anunciando apenas o Lins, Escudero, Rodolfo e Carlos Alberto. Contratações que quase na sua totalidade não deram boa resposta, salvo o argentino Escudeiro que demorou quase meio ano para mostrar oque veio fazer em Porto Alegre. E ainda perdeu seu melhor jogador, Jonas, artilheiro no Brasileirão passado, que foi para o Valencia da Espanha por alguns trocados.

Comandado pelo eterno ídolo Renato Portaluppi, o time fez uma boa campanha no Gauchão, apesar de ter perdido o título em casa para o arquirrival e foi eliminado nas oitavas da Libertadores.

Perderam um Gauchão ganho, em casa, de novo para o arquirrival, começando uma crise entre o técnico e Paulo Odone.

A crise não durou muito, como Renato era amado pela torcida, mas não contava com a simpatia de Odone, depois de um empate em casa para fraca equipe do Avaí, onde só conseguiu nos minutos finais, Renato pediu demissão – ou foi demitido, algo incerto – saiu também Cezar Cidade Dias e Cicero Souza chegando para o lugar.

Com a saída de Renato, chegou Julinho Camargo, então Auxiliar Técnico de Falcão no Inter, com boa repercussão na impressa esportiva apesar do fato que Julinho vir do maior rival.

Julinho teve apenas um mês de trabalho no tricolor, contestado pelo grupo de jogadores órfãos de Renato, não conseguiu mostrar seu trabalho no tricolor e foi demitido antes e então.

Chega Celso Juarez Roth, o salvador. Nas contratações de meio ano o Imortal Tricolor, se reforçou razoavelmente bem, principalmente com a chagada de Pelaipe ao futebol.

Mas tem que fazer uma ressalva ao alto valor na contratação de Miralles: a má troca de Borges por Marquinhos. Borges, hoje artilheiro do Brasileirão , ajudou a pagar o salários e a renovação do agora reserva Gabriel, com um dos maiores salários pagos por um lateral no Brasil. Salário de Atacante. Todos esses feitos pelo departamento de futebol anterior.

Pelaipe assumiu e trouxe 3 jogadores: Edcarlos, Julio Cesar e Brandão. Os dois primeiros deram uma boa resposta; Brandão teve poucas oportunidades e se machucou no último jogo.

As chegadas de Paulo Pelaipe e Celso Roth reergueram o time, mas a irregularidade somado com a má campanha anterior, tiram qualquer chance de uma disputa por uma vaga na Libertadores 2011 , ficando bem no meio da tabela.

A dupla paga pelo mau planejamento e profundas trocas de comando. E enquanto isso acontecer, nunca ganharão o Brasileirão, o campeonato mais difícil do mundo!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Não combina com a política




Custe o Que Custar é o nome do programa da TV Bandeirantes que vai ao ar todas as segundas-feiras, às dez e quinze da noite. Mas o que aconteceu na semana retrasada não tem nada a ver com o título dele. Pois bem. Rafinha Bastos, humorista e apresentador do semanal, acabou gerando uma vasta polêmica. Um dos repórteres abelhas do programa fazia perguntas para a cantora Wanessa, filha do também cantor Zezé DiCamargo. Era uma pauta normal. Nada demais. Questionamentos aos entrevistados dando duplo sentido ao primeiro. Fim da matéria, e volta pra bancada onde também apresentam Marcelo Tas e Marco Luque. O gaúcho e porto-alegrense Rafinha, pega pesado ao fazer uma piada envolvendo a criança que a vocalista pop está gestando. As palavras que o apresentador pronunciou não tiveram boa conotação na mídia, que já de cara o repudiou. Rafinha disse que “comeria ela (Wanessa) e o bebê (filho)”. Na hora, os seus companheiros de mesa riram e nem deram bola para a piada pronta e infame, mas bastou o programa terminar para começar a maior polêmica do CQC até o dia de seu início. Ronaldo, o Fenômeno, como dizem, interviu na causa. Tomou as dores da cantora e do marido. Por que será? Respondo: o noivo dela, o empresário Marcus Buaiz, é sócio do ex jogador. Ou seja, envolveu dinheiro no assunto. Ronaldo ERA muito amigo de Marco Luque. Agora já não sabemos mais. O dentuço se recusou a gravar um novo comercial da companhia telefônica Claro ao lado de Luque. A amizade e a parceria harmoniosa com o programa estremeceu. Isso ficou Claro.

Quando envolve grana na parada a amizade fica em segundo plano.

De qualquer modo, a piada foi de extremo mau gosto, sim. E também foi mal entendida, sim. É óbvio que o humorista não cometeria/comentaria um ato de pedofilia. Ele quis dizer na piada (totalmente sem graça) que "comeria" ela grávida.

Seria um absurdo a Band cogitar a saída do humorista. Ora, quando ele é engraçado está tudo bem, mas quando erra não tem perdão? Povo, o CQC baseia-se no puro improviso. Todos os integrantes estão sujeitos a pagar pelo bem ou mal. A decisão não está combinando com a fama do politicamente incorreto do programa. Com o título.

Hoje à noite, o “Pequeno Pônei” Oscar Filho substituirá Rafinha Bastos, que segue suspenso em tempo indeterminado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O tempo é inimigo de Axl Rose





A expectativa em torno do espetáculo era enorme. Imaginava lá dentro de mim, aquele vocalista imponente dono de uma voz extremamente aguda. Aquele rapaz loiro com cara de bom moço – que não é nem um pouco. O compositor de um dos hinos do rock and roll “Sweet Child O’ Mine”. A atração principal de “Welcome To The Jungle”. Sim, o som que foi barrado pela MTV por ser impróprio e violento demais para o canal. Logo liberado para rodar às seis horas da manhã nos Estados Unidos, a música bateu recorde de audiência no horário atípico. Autor da linda e romântica canção para amorosos, “November Rain”. Estou a entrelinhar Axl Rose, o mito de uma geração. Todos queriam ver como estava o velho Guns, ou melhor, Axl, o mais novo dono da banda.
O show no Rock In Rio era previsto para à meia noite e cinquenta – horário base de todas as grandes atrações do festival. Mas o sempre desleixado e autoritário Axl, preferiu deixar o público mofar (como sempre fez). Pois ele foi e por enquanto é ainda uma estrela da música. Pintou no Palco Mundo às quinze para as três – horário base de término das grandes atrações. Entrou com uma capa de chuva amarela que era a cara dele - estava caindo o mundo na Cidade do Rock. O velho e saudoso microfone de espuma vermelha. O chapéu brega, que de uns anos pra cá adotou como marca, assim como o cavanhaque estilo samurai. Pois bem, ele é apenas uma sombra que dá relampejos do sucesso mundial que fez. Não se via mais aquele vocalista endoidecido, pulando freneticamente, dando giros anti-horários no palco. Os quadris não obedeciam ao seu cérebro. Mas enfim, era o Guns N’ Roses que estava posto em nossa frente. Quem o viu da TV ou ao vivo, garanto que teve a mesma impressão que a minha: a de que o tempo acaba com as pessoas. Sejam elas quais forem!
Diante de alguns pontos negativos citados acima, vê-se um positivo; você, telespectador ou espectador, viu, digamos assim, uns cinquenta por cento de uma das bandas mais arrebatadoras de multidões da história do rock and roll. Axl era equivalente a metade da banda. Ele mandava (e ainda manda) nela. Tanto é que demitiu todos os integrantes passados.
Prefiro guardar aquela imagem dele cantando “Paradise City” num estádio lotado. Pois a de ontem, é a de acabado.