domingo, 26 de agosto de 2012

Marcelo Grohe: o craque do Gre-Nal do Coliseu


                             Crédito: Pedro Revilion (Correio do Povo)

No Gre-Nal do “Coliseu”, não foi Kléber, o “Gladiador” quem reinou. Até que o atacante esforçou-se bastante, como de praxe, mas o cara do jogo, o cara do maior clássico do Brasil foi um guri com uma experiência de Buffon, Casillas e Rogério Ceni: Marcelo Grohe.

Por que digo isto? Respondo: Porque não é de hoje que o menino de Campo Bom anda se destacando. Em 2006, quando o Grêmio conquistou o título de campeão gaúcho em cima do Inter de Fernandão, Rafael Sóbis e cia, quem era o goleiro da equipe tricolor na partida? Respondo novamente: Era Marcelo Grohe. O jovem goleiro, que na ocasião tinha apenas 19 anos, substituiu o herói dos Aflitos, Galatto, lesionado. Desde então, o menino vinha amargurando a reserva dos goleiros Galatto, Saja e Victor. Desde então. No final do mês de junho deste ano, o bom goleiro Victor anuncia a sua saída para o Atlético Mineiro. Pois bem: Era a vez do Marcelo.

Durante duas semanas, Grohe vinha enfrentando questionamentos sobre a sua titularidade. Questionamentos devido às suas duas falhas no jogo diante da Portuguesa, no Olímpico - na partida, o Grêmio perdeu para os paulistas por 2 a 1. A análise negativa era por parte de nada mais nada menos de que Paulo Sant’Ana. Mas o guri não se abateu. Encarou a semana Gre-Nal com frieza. E hoje, no clássico debaixo de muita chuva, fez duas defesas de goleiro que tem “paleta”. Experiência de veterano. Defesas que justificaram ter sido escolhido o melhor jogador gremista no Clássico Gre-Nal 393.

Logo após a saída de Elano, lesionado e até então o autor do gol da partida, o Grêmio começou a ser pressionado pelo Inter. Nisso, aos 22 minutos da primeira etapa, o Colorado que jogava na sua casa, teve a chance mais clara de gol. Aproveitando uma saída errada da defesa gremista, o centroavante Leandro Damião arrancou e deu um passe primoroso para Forlán. Cara a cara com Grohe, o uruguaio chutou forte por baixo. Marcelo mandou para escanteio. Foi a defesa mais importante do Gre-Nal e a chance mais efetiva do Inter na partida. Marcelo brilha como um sol, que faltou nessa tarde de domingo.

Já no último lance da partida, após cobrança de falta do argentino Dátolo, Grohe aparece mais uma vez para salvar. Espalma a bela cabeçada de Damião. Tudo bem que o lance já estava parado, devido ao impedimento do ataque colorado, mas a defesa foi para consagrar a tarde do goleiro gremista, assim conquistando o troféu de melhor em campo.

Torcedor gremista, vem aí um novo ídolo na posição: Marcelo Grohe.

Meio-campo Fred é o destaque do Inter no Gre-Nal 393


                                  Crédito: Fernando Gomes (Zero Hora)

Um motor que não parava nunca. Essa é a justificativa que pode-se dar a Fred, o menino que há semanas se tornou titular absoluto do meio-campo do Inter. O camisa 35, juntamente com Guiñazu, era vibrante em todos os sentidos.

Sendo muito participativo e dando bons passes, o guri de Belo Horizonte ditava a vontade de empatar do Inter, que já perdia por 1 a 0 o clássico Gre-Nal. Aparecia na zaga – sim, amigos: o guri estava em todos os cantos, aparecia nas laterais e outrora até no ataque, quando numa das chances do Inter, mais precisamente aos 27 minutos, tabelou com o lateral-direito Nei. Na ocasião, “Fredinho”, como é chamado pelos colegas de clube, cruzou na medida para o centroavante da Seleção Brasileira, Leandro Damião. O camisa nove se antecipou à zaga tricolor e cabeceou para fora. Quase gol do Colorado.

Fred seguia que nem uma caneta marca texto no jogo. Destacando a todo instante. Tanto que cometeu uma falta na qual quase originou o segundo gol gremista.  Zé Roberto sofre carga do novo “motorzinho” do Beira-Rio. O experiente camisa 10 do Grêmio cobrou linda falta para defesa não menos bela do goleiro Muriel. A bola foi no canto esquerdo do arqueiro colorado, que espalmou e deu rebote para Marcelo Moreno, que finalizou mandando a bola para a linha de fundo.

Logo no início da segunda etapa, Fred novamente tabela com Nei. O meio-campo resolve arriscar da entrada da área. Chute perigoso que Marcelo Grohe, destaque do Gre-Nal 393, manda para escanteio.

As investidas de Fred e Nei eram tantas, que o técnico do Grêmio, Vanderlei Luxemburgo, orientou o atacante Marcelo Moreno a recuar, assim provisoriamente se tornando um “volante” para tentar frear os jogadores colorados.

Aos 19 minutos, Fred toca para Nei, que cruza. O Pentacampeão Gilberto Silva, muito preciso e seguro na partida, antecipa-se ao goleiro Grohe e cabeceia para a lateral. Após a cobrança, Fred cruza a bola que acaba deslizando no travessão, arrancando o famoso “Uh” por parte dos torcedores colorados.

A atuação do menino de apenas 19 anos, foi, mais uma vez, o que gerou comentários por parte da crítica futebolística. Fred está se consolidando na equipe titular do Internacional, coisa que não é para qualquer um, devido ao plantel Colorado.

domingo, 19 de agosto de 2012

Paulo Pelaipe diz que o Grêmio está focado na Sul-Americana e que só pensará no clássico Gre-Nal após a partida de quarta-feira


                                             Foto: Grêmio (Divulgação)

Após a exibição de luxo da equipe do Grêmio, que venceu o lanterna Figueirense por 4 a 0, gols de Elano, Leandro, duas vezes, e André Lima, o diretor-executivo Paulo Pelaipe concedeu entrevista na zona mista do estádio Olímpico.

Questionado sobre o clássico Gre-Nal, o homem do vestiário conta que a equipe tricolor só projetará o embate frente ao Internacional após a decisão em Curitiba.

- O Grêmio só vai falar no jogo importante, que é quarta-feira contra o Coritiba. Temos uma vantagem, a Sul-Americana é uma competição que nós estamos dando muita importância, e a partir de amanhã trabalhar e recuperar os jogadores para quarta-feira. Que a gente possa conseguir a classificação para a próxima etapa. De Gre-Nal nós vamos falar a partir de quinta-feira, disse Pelaipe.

Quando questionado se a derrota frente à Portuguesa, na última quarta-feira, teve uma espécie de lição, Pelaipe conta que os atletas “não são máquinas”.

- Os jogadores são seres humanos. Não são máquinas. Infelizmente a direção, eles mesmos (jogadores) e a próprio torcedor, quer sempre a vitória, mas a equipe não foi bem naquele primeiro tempo. Vínhamos de uma vitória importante sobre o São Paulo no Morumbi, e isso mexe muito com os jogadores. E o jogo contra a Portuguesa, principalmente na primeira etapa, nós não fomos bem. No segundo tempo, nós tivemos uma pequena melhora, mas não suficiente para termos a vitória. E hoje, os jogadores encontram espaço, encontram as jogadas certas, fizeram os gols no momento exato, exalta o dirigente.

Sobre a importância do lateral-esquerdo Anderson Pico e o atacante Leandro, o dirigente disse que houve conversas e que os jogadores têm que “ter consciência de que erraram”.

- Que eles continuem produzindo aquilo que produziam quando foram lançados. Eles têm capacidade para isso. Nós conversamos francamente com todos os profissionais, coisa que fizemos sempre, e com esses dois meninos, que são criados aqui hoje. Eles têm que ter consciência que erraram. E aqueles que erram, aprender e crescer. Nós conversamos, mostramos pra eles, principalmente para o Pico, que ele estava recebendo uma oportunidade importante e que não é qualquer jogador que consegue, aos 23 anos, ter essa oportunidade de jogar num grande clube. Tudo isso foi falado de forma muita clara e objetiva, e ele sabe que recebeu uma oportunidade e que só depende dele mostrar que tem condições de ficar no Grêmio, diz Pelaipe.

Já sobre a goleada contra o Figueirense, Pelaipe conta que a equipe melhora quando sabe que o gol irá sair a qualquer momento.

- Quando você faz um gol cedo no jogo, ou quando tem um volume e todos sentiam que o gol sairia a qualquer momento, realmente melhora. A equipe teve um outro comportamento, temos jogadores importantes e experiente. Todos nós nos motivamos e sabemos quando erramos. Nós ficamos muito sentidos com a derrota de quarta-feira, mas temos que respeitar e ter grandeza quando um adversário é melhor e merece o resultado. Hoje, estamos felizes, mas passou. Amanhã já vira a página e estamos pensando no Coritiba. Temos muito interesse em passar de fase na Sul-Americana, completou o diretor-executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Na estreia de Rafael Moura, Inter perde para Corinthians e segue na busca do G-4

                                             Foto: Tom Dib (Lanceprees!)
O Internacional foi derrotado por 1 a 0 pelo Corinthians na noite desta quinta-feira, no Pacaembu, em partida válida pela 17ª rodada do Brasileirão. Mesmo repleto de desfalques, o time colorado fez um duelo equilibrado contra os paulistas, mas em um lance de bola parada, aos 23min do segundo tempo, Paulo André marcou o gol que quebrou a invencibilidade de 
Fernandão à frente do comando técnico.

O Colorado segue na quinta colocação, com 30 pontos, a um de distância do G-4. Neste domingo, às 18h30, volta a atuar em São Paulo, desta vez contra a Portuguesa, no Canindé.


Muita marcação no primeiro tempo


O duelo começou eletrizante, com Inter e Corinthians apresentando boas investidas no ataque. Logo aos 41seg, em rápida escapada, Nei cruzou da direita e Rafael Moura cabeceou para o fundo do gol. Porém, o lance foi anulado por impedimento. A resposta veio aos 3min, em um chute de Adilson que Muriel defendeu parcialmente. No rebote, Martínez concluiu para a defesa definitiva do goleiro colorado. Aos 7min, Jajá foi lançado e a defesa corinthiana conseguiu cortar antes da conclusão do meia-atacante. Aos 9min, o próprio Jajá cobrou escanteio com efeito e quase surpreendeu Cássio, que afastou a bola com um soco.

A partir dos 15min, a forte marcação imposta por ambas as equipes tornou o jogo bastante truncado. Não faltava disposição na luta pela bola, mas ninguém conseguia chegar na frente para finalizar. A disputa ficava concentrada no meio-campo.

Aos 23min, Ralf arricou de muito longe e Muriel defendeu sem problemas o chute rasteiro. Aos 27min, Kleber alçou para a área da direita buscando Rafael Moura, mas Cássio saiu bem do gol e afastou o perigo. Aos 33min, Rafael Moura cruzou da linha de fundo e Elton só não cabeceou para abrir o placar porque Cássio interceptou a bola em momento derradeiro. Três minutos mais tarde, Jajá cobrou falta e Rafael Moura desviou por cima do gol.

Nos dez minutos finais, o Inter teve mais posse de bola e controle de jogo. No entanto, continuou tendo dificuldades para concluir em gol, mesmo problema enfrentado pelo adversário. Com esse panorama, o placar ficou em branco na etapa inicial.


Gol de bola parada decide


Os times voltaram sem modificações para o segundo tempo. Aos 3min, Jajá fez lançamento para Fred, que ficou no mano a mano com Cássio. Porém, o passe foi muito longo e o goleiro abandonou a área para dar um chutão na bola. No minuto seguinte, Chicão cobrou falta e por pouco que Adilson não desviou para o gol. Pressionado, Muriel teve que fazer defesa em dois tempos. Aos 13min, após boa troca de passes nas proximidades da área, Jajá tentou o chute frontal, mas foi abafado pela defesa na última hora. Aos 15min, o Corinthians chegou com força: William Arão soltou uma pancada que Muriel segurou com segurança.

A primeira substituição do Inter ocorreu aos 17min, quando Fernandão colocou Dátolo no lugar de Fred. Aos 21min, Fabrício foi até a linha de fundo e cruzou no segundo poste, onde Rafael Moura apareceu para cabecear sobre o gol.

Em um jogo equilibrado, com raras chances de gol, a bola parada acaba fazendo a diferença. Aos 23min, Douglas cobrou falta e Paulo André cabeceou para abrir o placar para os donos da casa. Aos 28min, Lucas Lima e Mike entraram nas vagas de Jajá e Kleber.

O Corinthians marcava com eficiência no meio e tornava difícil o avanço colorado. O tempo passou e o Inter não conseguiu evitar a primeira derrota sob o comando de Fernandão.

Ficha técnica:

Corinthians (1): Cássio; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos (Marquinhos); Ralf, William Arão, Douglas e Danilo; Martínez (Denner) e Adilson (Giovanni). Técnico: Tite.

Internacional (0): Muriel; Nei, Bolívar, Índio e Fabrício;  Elton, Josimar, Fred (Dátolo), Kleber (Mike) e Jajá (Lucas Lima); Rafael Moura. Técnico: Fernandão.

Gol: Paulo André (C), aos 23min do segundo tempo.

Cartões amarelos: Paulo André, Alessandro, Martínez (C); Elton (I).

Arbitragem: André Luiz de Freitas Castro, auxiliado por Cristhian Passos Sorence e Márcio Soares Macial (trio goiano).

Local: Pacaembu, em São Paulo.


Assessoria do Internacional 


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Luciano Davi sobre saída de Damião: “Não veio proposta oficial”


                                    (Foto: João Henrique Rosa/Chute 10)

Após o empate sem gols do Internacional diante da equipe do Náutico, no estádio Beira-Rio, o vice de futebol colorado Luciano Davi, afirmou que está preocupado com o nível dos árbitros no Brasil. Já sobre a possível venda de Leandro Damião ao Tottenham, da Inglaterra, o dirigente garantiu a presença do camisa 9 no clube, ao menos até então.

Quando questionado sobre a arbitragem, Luciano Davi mostrou-se abatido e preocupado com a arbitragem nacional.

- Está preocupando a arbitragem brasileira. Temos que começar a observar um pouquinho mais profundamente esse tipo de situação. Mas não vou culpar a arbitragem pelo resultado. O Náutico veio fechado. Normalmente quando enfrenta um time, que, de repente esteja fazendo um clássico conosco, como foi o jogo contra o Palmeiras por exemplo, onde foi partida mais aberta. Um jogo que o time consegue criar um pouco mais.

Resultado decepcionante ou pelos desfalques, aceitável?

- Como estamos com um grau de exigência muito grande no nosso vestiário, o empate é ruim. Não chega a ser decepcionante, mas é ruim porque tem que sair atrás do prejuízo. Mas nós estamos exigindo muito mais do nosso grupo.

Quando foi levantada a questão Rafael Moura, Davi conta que o Inter está avaliando o mercado.

- Estamos avaliando o mercado. Já comentei isso com vocês. Três ou quatro atletas nessa posição (atacante). Porém, não tem absolutamente nada definido com relação a isso. Este jogador (Rafael Moura), mais propriamente dito, o Inter, num primeiro momento, fez o contato para tentar buscá-lo por empréstimo, assim como o Santos tentou, e isso não foi possível. Agora, para adquirir o atleta, tem que ser com a compra de 100% dos seus direitos.

Questionado pelo repórter Eduardo Gabardo, da Rádio Gaúcha, se havia a expectativa da contratação de Rafael Moura ainda para essa semana, e se havia uma dificuldade financeira, Davi disse que o Inter continua trabalhando forte para a contratação do jogador.

- Qualquer negociação no Brasil está extremamente dificultosa. Se formos avaliar os valores que o Brasil está trabalhando para os clubes de futebol, são bastante difíceis de se atingir um êxito. Quando contratamos o Forlán e o Juan, trouxemos eles não somente pelo salário, o que não é o caso do Rafael Moura agora. Mas nós continuamos trabalhando em cima disso, reitera Davi.

Sobre a eventual saída do centroavante Leandro Damião para o Tottenham, Davi conta que “ainda não veio nada oficial” pelo atacante.

- Nós não temos nenhuma proposta oficial pelo Damião. Ele é o centroavante do Internacional.  Por enquanto não veio nenhuma proposta por ele. A nossa preocupação com relação ao nosso ataque é justamente nesse sentido. Se nós temos o Damião, infelizmente com o Dagoberto lesionado, temos o Forlán na frente e precisa ter mais um jogador para complementar esse segundo atacante. Por enquanto não veio nada oficial por Damião, completa o vice-presidente de futebol, Luciano Davi.

domingo, 5 de agosto de 2012

Em jogo polêmico, Grêmio bate o Bahia por 3 x 1 e se mantém no G-4

                                 (Foto: Guilherme Testa - Chute 10)


Por Bianca Molina - Chute 10 

Domingo combina com sol, com futebol e com estádio lotado. Hoje, Porto Alegre teve uma tarde cinza, mas, nem por isso, o Olímpico foi um estádio vazio. Em mais uma vitória do Grêmio na sua casa, o futebol apareceu da melhor forma: pegado, equilibrado e resultando em gols.

No primeiro tempo, o domínio foi todo dos mandantes. Com destaque para as atuações de Gilberto Silva, Souza, Zé Roberto e Pará, o Grêmio possuiu mais posse de bola e deu muito trabalho para o goleiro Marcelo Lomba, ele que teve uma tarde inspirada e segurou todas as chegadas do ataque gremista.

Mas se o Bahia tinha o seu Marcelo como destaque, pelo lado do Grêmio o Marcelo Moreno não estava conseguindo efetivar as jogadas e balançar as redes adversárias. O camisa 9 do tricolor recebeu bola do Pará, do Kleber, do Elano, Zé Roberto, mas a bendita redondinha parecia não querer entrar. E, se não vai por bem, que vá por mal. Ou melhor: que vá a força.

A jogada que resultou no primeiro gol do Grêmio, começou nos pés de um novo ídolo do torcedor. Desde a sua chegada no clube, Elano caiu no gosto da torcida – mesmo sem ter balançado as redes vestindo a camisa sete do tricolor, o meia não precisou de muito tempo para agradar o torcedor gremista. Numa cobrança de lateral, Elano tentou mandar a bola para Kleber; o camisa 30, antes de pensar em dominar, foi derrubado pelo conhecido zagueiro Titi. Pênalti marcado e comemorações calorosas de mais de vinte mil torcedores. Motivo de chacota no que diz respeito à cobranças de penalidades máximas, Elano foi o escolhido para bater. Sem chances para o goleiro Marcelo Lomba, o meia mandou no lado direito e deixou, pela primeira vez em sete jogos, a sua marca com a camisa azul, branca e preta.

O segundo gol parecia sair numa pequena questão de tempo. O Grêmio estava bem posicionado, pressionando um Bahia destemido, mas não conseguiu sucesso durante o primeiro tempo de partida.

                      
                                       (Foto: Guilherme Testa - Chute 10)

Na volta, um jogo com uma outra cara. O técnico Caio Junior teve estrela e colocou um jogador que atrapalhou a defesa gremista: Lulinha chegou e já levou perigo nos primeiros três minutos do tempo complementar. Com a sua defesa exposta, Luxemburgo tirou o lateral Edilson, para colocar Léo Gago, assim como trocou Fernando por Marquinhos.

Diferente do primeiro tempo, o Grêmio não conseguia se impor. O Bahia esteve muito bem, principalmente nas jogadas de contra-ataque e começou a dar o trabalho que Marcelo Grohe não teve nos primeiros quarenta e sete minutos. A sorte? Gilberto Silva, o capitão, protegeu muito bem a defesa. Ele que foi quem puxou as orelhas de Werley, quando o zagueiro não marcou Fahel e apenas assistiu o time nordestino chegar ao empate.

1 a 1, com os resultados paralelos de momento, levavam o Grêmio para a sexta colocação. Do céu, à zona do limbo. O Grêmio poderia terminar em terceiro, mas estava vendo a rodada fechar com Inter na quarta colocação e sem figurar na zona de classificação à Libertadores da América.

Num segundo tempo de pressão e muita correria, o jogo tinha tudo para terminar igualado e, inclusive, seria um resultado de justiça se assim acontecesse. Só não avisaram isso a Souza, que aproveitou a boa cobrança de escanteio de Marquinhos e, de cabeça, mandou a bola pro gol. Com a torcida delirando por estar de volta ao G-4 e carimbar mais uma vitória importante dentro do Olímpico, que está com seus dias contados, o Grêmio encaminhou os três pontos já nos últimos minutos de jogo.

Agora, voltamos ao topo da crônica. Marcelo Moreno não conseguia balançar as redes. Marcelo Lomba estava defendo todas as bolas. Com 2 a 1 para o Grêmio, o filme tinha tudo pra mudar. E Moreno quis ser um dos protagonistas nessa história de comemoração. O camisa 9 viu o camisa 5 e o camisa 7 balançar as redes adversárias; pra fechar a tarde que já virava noite com chave de ouro, o atacante boliviano completou a sequência ímpar e, com um golaço encobrindo Lomba, fez a torcida que tanto o aplaude no anúncio inicial dos jogadores, incendiar o estádio Olímpico Monumental.

Em poucos segundos, Mancini foi expulso e todo o elenco do Bahia, inclusive membros da comissão técnica, pressionaram a arbitragem. Com inúmeras reclamações, o time nordestino povoou o meio de campo em vão: o árbitro trilou o apito. Grêmio, no G-4, 3, Bahia, no Z-4, 1.

FICHA TÉCNICA - GRÊMIO 3 X 1 BAHIA - 14ª RODADA DO BRASILEIRÃO

Data: 05 de Agosto de 2012(Domingo)

Horário: 16h

Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre - RS

Público Pagante: 18.686

Público Total: 23.268

Renda: R$ 429.514,00

ESCALAÇÕES

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Edilson (Léo Gago), Werley, Gilberto Silva e Pará (Tony); Fernando (Marquinhos), Souza, Elano e Zé Roberto; Kleber e Marcelo Moreno - Técnico: Vanderlei Luxemburgo

BAHIA
Marcelo Lomba; Diones, Danny Morais, Titi e Ávine (Lulinha); Fabinho, Fahel, Hélder e Mancini; Zé Roberto (Ciro) e Junior (Magno) - Técnico: Caio Junior

Gols: Elano(Grêmio) aos 32min do 1ºT, Fahel(Bahia) aos 18min do 2ºT, Souza(Grêmio) aos 42min do 2ºT e Marcelo Moreno(Grêmio) aos 47min do 2ºT

Trio de Arbitragem: Cláudio Francisco de Lima e Silva(SE) auxiliado por Clériston Cley Barreto Rios(SE) e Ivaney Alves de Lima(SE)

Cartões Amarelos: Mancini, Zé Roberto, Danny Morais, Mancini e Fahel(Bahia); Kléber e Fernando(Grêmio)

Cartões Vermelhos: Mancini(Bahia)



“Nosso estilo de jogo é diferente”, conta Odone após os 3 a 1 diante do Bahia

                                  (Foto: Guilherme Testa - Chute 10)

Após a vitória do Grêmio sobre o Bahia, pelo placar de 3 a 1, no Estádio Olímpico, o presidente Paulo Odone enalteceu o estilo de jogo gremista, que segundo ele “é diferente”.

- Tivemos um final espetacular, que acabou premiando o esforço dos jogadores, porém é um esforço que só veio depois que a gente estava facilitando o empate e oportunizando até um risco de vitória do Bahia dentro de casa. O Grêmio preferiu um futebol mais leve, com mais toque, e isso todos nós sabemos que não é o futebol do Grêmio. O nosso futebol é de pegada, que tira espaço. A equipe não estava conseguindo fazer isso. E quem gostou disso foi o Bahia. Deram-se o luxo nos atacar bastante. Nisso veio o sofrimento. Tomamos o gol. Sofre a equipe, sofre todos. Mas aí a equipe vira o Grêmio. Que sabe o caminho da vitória. Nosso estilo de jogo é diferente. Aquele toque de bola pode ser lá na Bahia, no Maracanã, mas não é o nosso aqui. Para usarmos uma expressão símbolo: Sujar o calção na grama. E aí o Grêmio, conseguiu isso, conta Odone.

Assim como contra o Fluminense, Grêmio obteve a tranquilidade e venceu, afirmava o repórter da TV Grêmio ao presidente.

- Mostramos pretensão e imposição para vencer. Em dado momento, o Souza faz uma boa jogada, na outra o Marcelo conclui espetacularmente. O Grêmio tem pontos altos tecnicamente. Disseram que eu estava formando um asilo, com homens com mais de 30 anos. O Grêmio tem três jogadores com mais de 30, apenas. Gilberto Silva, Elano e Zé Roberto. Os três, os que sabem os atalhos, são os jogadores que em momento algum decepcionaram. Pelo contrário. Ganharam respeito do adversário, diz Odone.

Quando questionado sobre as reclamações do Bahia em relação à arbitragem e se o Grêmio foi beneficiado pelo juiz, Odone minimiza e diz que “é questão de interpretação”.


- Beneficiado por quê? Por causa do gol que não foi dado por impedimento? Olha, na jogada, nos vimos um bolo de jogadores. O jogador que conclui, realmente não estava impedido. Porém há um outro jogador que estava dentro da área, junto do goleiro e que estava absolutamente impedido. Porém a bola não foi para e ele, e, sim para o do lado. Mas se isso não é participar da jogada, perturbar o goleiro... é questão de interpretação, completa Paulo Odone.