(Foto: Guilherme Testa - Chute 10)
Por Bianca Molina - Chute 10
Domingo combina com sol, com futebol e
com estádio lotado. Hoje, Porto Alegre teve uma tarde cinza, mas, nem por isso,
o Olímpico foi um estádio vazio. Em mais uma vitória do Grêmio na sua casa, o
futebol apareceu da melhor forma: pegado, equilibrado e resultando em gols.
No primeiro tempo, o domínio foi todo
dos mandantes. Com destaque para as atuações de Gilberto Silva, Souza, Zé
Roberto e Pará, o Grêmio possuiu mais posse de bola e deu muito trabalho para o
goleiro Marcelo Lomba, ele que teve uma tarde inspirada e segurou todas as
chegadas do ataque gremista.
Mas se o Bahia tinha o seu Marcelo como
destaque, pelo lado do Grêmio o Marcelo Moreno não estava conseguindo efetivar
as jogadas e balançar as redes adversárias. O camisa 9 do tricolor recebeu bola
do Pará, do Kleber, do Elano, Zé Roberto, mas a bendita redondinha parecia não
querer entrar. E, se não vai por bem, que vá por mal. Ou melhor: que vá a
força.
A jogada que resultou no primeiro gol
do Grêmio, começou nos pés de um novo ídolo do torcedor. Desde a sua chegada no
clube, Elano caiu no gosto da torcida – mesmo sem ter balançado as redes
vestindo a camisa sete do tricolor, o meia não precisou de muito tempo para
agradar o torcedor gremista. Numa cobrança de lateral, Elano tentou mandar a
bola para Kleber; o camisa 30, antes de pensar em dominar, foi derrubado pelo
conhecido zagueiro Titi. Pênalti marcado e comemorações calorosas de mais de vinte
mil torcedores. Motivo de chacota no que diz respeito à cobranças de
penalidades máximas, Elano foi o escolhido para bater. Sem chances para o
goleiro Marcelo Lomba, o meia mandou no lado direito e deixou, pela primeira
vez em sete jogos, a sua marca com a camisa azul, branca e preta.
O segundo gol parecia sair numa pequena
questão de tempo. O Grêmio estava bem posicionado, pressionando um Bahia
destemido, mas não conseguiu sucesso durante o primeiro tempo de partida.
(Foto: Guilherme Testa - Chute 10)
Na volta, um jogo com uma outra cara. O
técnico Caio Junior teve estrela e colocou um jogador que atrapalhou a defesa
gremista: Lulinha chegou e já levou perigo nos primeiros três minutos do tempo
complementar. Com a sua defesa exposta, Luxemburgo tirou o lateral Edilson,
para colocar Léo Gago, assim como trocou Fernando por Marquinhos.
Diferente do primeiro tempo, o Grêmio
não conseguia se impor. O Bahia esteve muito bem, principalmente nas jogadas de
contra-ataque e começou a dar o trabalho que Marcelo Grohe não teve nos
primeiros quarenta e sete minutos. A sorte? Gilberto Silva, o capitão, protegeu
muito bem a defesa. Ele que foi quem puxou as orelhas de Werley, quando o
zagueiro não marcou Fahel e apenas assistiu o time nordestino chegar ao empate.
1 a 1, com os resultados paralelos de momento,
levavam o Grêmio para a sexta colocação. Do céu, à zona do limbo. O Grêmio
poderia terminar em terceiro, mas estava vendo a rodada fechar com Inter na
quarta colocação e sem figurar na zona de classificação à Libertadores da
América.
Num segundo tempo de pressão e muita
correria, o jogo tinha tudo para terminar igualado e, inclusive, seria um
resultado de justiça se assim acontecesse. Só não avisaram isso a Souza, que
aproveitou a boa cobrança de escanteio de Marquinhos e, de cabeça, mandou a bola
pro gol. Com a torcida delirando por estar de volta ao G-4 e carimbar mais uma
vitória importante dentro do Olímpico, que está com seus dias contados, o
Grêmio encaminhou os três pontos já nos últimos minutos de jogo.
Agora, voltamos ao topo da crônica.
Marcelo Moreno não conseguia balançar as redes. Marcelo Lomba estava defendo
todas as bolas. Com 2 a 1 para o Grêmio, o filme tinha tudo pra mudar. E Moreno
quis ser um dos protagonistas nessa história de comemoração. O camisa 9 viu o
camisa 5 e o camisa 7 balançar as redes adversárias; pra fechar a tarde que já
virava noite com chave de ouro, o atacante boliviano completou a sequência
ímpar e, com um golaço encobrindo Lomba, fez a torcida que tanto o aplaude no
anúncio inicial dos jogadores, incendiar o estádio Olímpico Monumental.
Em poucos segundos, Mancini foi expulso
e todo o elenco do Bahia, inclusive membros da comissão técnica, pressionaram a
arbitragem. Com inúmeras reclamações, o time nordestino povoou o meio de campo
em vão: o árbitro trilou o apito. Grêmio, no G-4, 3, Bahia, no Z-4, 1.
FICHA TÉCNICA - GRÊMIO 3 X 1 BAHIA -
14ª RODADA DO BRASILEIRÃO
Data: 05 de Agosto de 2012(Domingo)
Horário: 16h
Local: Estádio
Olímpico em Porto Alegre - RS
Público Pagante: 18.686
Público Total: 23.268
Renda: R$ 429.514,00
ESCALAÇÕES
GRÊMIO
Marcelo Grohe; Edilson
(Léo Gago), Werley, Gilberto Silva e Pará (Tony); Fernando (Marquinhos), Souza,
Elano e Zé Roberto; Kleber e Marcelo Moreno - Técnico: Vanderlei
Luxemburgo
BAHIA
Marcelo Lomba; Diones,
Danny Morais, Titi e Ávine (Lulinha); Fabinho, Fahel, Hélder e Mancini; Zé
Roberto (Ciro) e Junior (Magno) - Técnico: Caio Junior
Gols: Elano(Grêmio) aos 32min do 1ºT,
Fahel(Bahia) aos 18min do 2ºT, Souza(Grêmio) aos 42min do 2ºT e Marcelo
Moreno(Grêmio) aos 47min do 2ºT
Trio de Arbitragem: Cláudio Francisco de
Lima e Silva(SE) auxiliado por Clériston Cley Barreto Rios(SE) e Ivaney Alves
de Lima(SE)
Cartões Amarelos: Mancini, Zé
Roberto, Danny Morais, Mancini e Fahel(Bahia); Kléber e Fernando(Grêmio)
Cartões Vermelhos: Mancini(Bahia)


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