Barcos (E), o nome da partida
Era a cara dele. Não poderia ser diferente. Felipão veio a Porto Alegre para arrancar um empatezinho amigo, na partida de ida das semifinais da Copa do Brasil, e saiu com uma goleada a seu favor: 2 a 0 sobre o Grêmio em pleno estádio Olímpico. Gols de Mazinho aos 41, e Barcos aos 46 do segundo tempo. O time muito bem armado de Luis Felipe Scolari, absolutamente não criou na primeira etapa. Teve umas chances e outras, porém nada de muito perigo em direção à meta do goleiro Victor. Já o time dono da casa, mostrava autoridade desde o primeiro minuto. Queria vencer. Tinha clima para isso. O estádio estava tomado por mais de 45 mil torcedores crentes em uma vitória que daria tranquilidade no jogo de volta. Mas como sabemos, não veio a tranquilidade, e sim a preocupação. O tricolor de Porto Alegre teve chances como a de Miralles, aos 45 minutos da primeira etapa. O argentino cabeceou por sobre o gol. Em seguida, Pará avança ao ataque, porém o cruzamento sai defeituoso para Miralles. Já Luan, o habilidoso meia do Palmeiras, teve a chance do primeiro tempo. Não aproveitou. Depois de uma dividida com o volante Fernando, do Grêmio, o meia avançou com fome de entrar com bola e tudo. Pará, o lateral improvisado do Grêmio, atravessou o campo e travou o chute, que iria em direção ao gol gremista. Em meio a isso, Luxemburgo, técnico nervoso, não parava de questionar a arbitragem do paranaense Héber Roberto Lopes. Tinha razão o treinador. O juiz não marcava faltas. As bobas. Deixava o jogo rolar. O Palmeiras ainda teve mais uma chance, com o preciso meio-campo, Marcos Assunção. O meia levantou a bola na área e Henrique, hoje terceiro zagueiro, desviou a bola para fora. No final do primeiro tempo, Fernando cobra falta espetacular. A bola belisca a trave. Foi a melhor chance para o Grêmio.
Veio o segundo tempo e nada de diferente. O time de Luxemburgo era o mesmo da primeira etapa. Em dados momentos, o Grêmio até se aproximava do primeiro gol da partida, porém, a rocha chamada "defesa do Palmeiras/Felipão" segurava tudo. A chance dos donos das casa chegou aos 15 minutos, com Marcelo Moreno, que entrou no lugar de Miralles. O boliviano saltou, mas acabou segurando o zagueiro Werley. Boa cabeçada. Porém, falta aplicada. Aos 35, André Lima, que entrou no lugar de Kléber (sentiu o ritmo de jogo), teve a bola do segundo tempo. O centroavante deu um peixinho. Belo mergulho. Mas a bola sai pela linha de fundo. Chances pequenas para o lado gremista. Assim ia. Até os gols palmeirenses, que refrescaram, que deram um balde de água fria nos torcedores gremistas.
O ano não é 1995. Estamos em 2012. Os tempos são outros. O estilo de futebol é outro. Porém um detalhe é o mesmo: Luis Felipe, o Felipão. O mesmo retranqueiro de sempre. Defensor nato e de um time fechado. O time dele, o Palmeiras, também é o de sempre: frio e calculista. O técnico gaúcho fez o crime em cinco minutos.

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