quarta-feira, 18 de abril de 2012

Em Munique, surpresa. Em Londres, também



Para os que acompanharam Bayern, de Munique e Real Madrid, ontem, pela Liga dos Campeões da UEFA, apenas uma impressão: surpresa. Ao menos para mim. Claro que Bayern é Bayern. É e sempre será o clube copeiro e de camisa pesada. Mas não imaginava ontem o banho de bola que os alemães dariam sobre os espanhóis. Futebol sanguíneo. Fazendo jus a sua camiseta encarnada.

O time de Munique colecionava em seu território, oito vitórias e um empate em jogos de Liga contra os Merengues. O tabu foi mantido. Cristiano Ronaldo estava apagado e com as preocupações de se arrumar no telão. Özil, o alemão com cara de costa-riquenho, ascendeu só no gol achado (o de empate), depois, voltou a desligar até ser substituído pelo brasileiro Marcelo, que ainda livrou-se de uma expulsão. O ex-jogador do Fluminense acertou em cheio o meia-atacante Thomas Müller, e o fraco árbitro da partida, sir Howard Webb, apenas amarelou o lateral.

Quanto os jogadores do Bayern, destaco um francês e um alemão. Frank Ribery (autor do primeiro gol), o elétrico. Mario Gomez (marcou o gol da vitória), o “Super Mário”, que mereceu marcar o gol determinante da partida. O gol da vitória. O gol que faz a classificação à final – que será na sua casa – sorrir para os alemães. O time da Alemanha buscou incessantemente a vitória. Foi valente, porém não “bateu” para isso. Já o Real deixou a desejar.

Erros dos madrilenhos e boa atuação dos bávaros. Ponto.


Não foi o Chelsea quem ganhou. Foi o Barcelona quem perdeu.




O que eu não cogitava, aconteceu. Chelsea venceu o Barcelona. 1 a 0.

O time londrino, comandado por Roberto di Matteo (um italiano frio e com cara de boi), aproveitou a baixa temperatura da cidade e congelou Messi e companhia.

Alexis Sánchez, Fàbregas e Sérgio Busquets perderam muitos gols. A maioria dos passes foi do craque Lionel Messi, que estava muito bem marcado pelo experiente zagueiro John Terry (aquele mesmo que teve um caso com a mulher do companheiro de clube, Wayne Bridge).

O resultado magrinho, que me deixou surpreso (de novo), veio no final do primeiro tempo. O inglês Frank Lampard fez um lançamento de 40 metros para Ramires (sim, o volante esquecido pelo Mano Menezes), que matou a pelota no peito e cruzou rasteiro para Drogba definir o placar do jogo de ida da semifinal.

Não acho que a derrota custe caro para os catalães. Lá no Camp Nou a história e diferente. Mas que é um resultado surpreendente, é. Assim como os dos alemães. Já estava projetando duelos tranquilos para os espanhóis bons de bola.

Um comentário:

  1. Pra quem achava que as duas zebras já estavam mortas nessa semifinal, só um lamento, no principal campeonato interclubes do mundo, ninguém morre antes de lutar, que o diga a maior surpresa dessa champions, o "novato" APOEL do Chipre, mas voltando aos jogos desse meio de semana na Europa só um lembrete: "Se o Bayern chegar a final, jogando na sua cidade e no seu estádio, ainda mais se a partida final do campeonato for contra o Chelsea os japoneses que se preparem a aprender rápido a difícil língua alemã até dezembro e o Grêmio que corra para achar outro adversário na inauguração da sua nova arena (que na verdade é da OAS por 20 anos), mas se ocorrer o que todos esperam, uma final histórica entre uma das rivalidades mais famosas e qualificadas do mundo (Barcelona x Real Madrid) essa partida sim não terá favorito, ainda mais depois desses jogos de ida vistos nessa semana, quando se joga uma partida única tudo pode acontecer, quem não se lembra de Internacional x Barcelona em 2006? está tudo em aberto mas os caminhos já estão sendo escritos para mais um bela e histórica final de champions league, que no fim das contas quem ganha somos todos nós.

    Parabéns pela bela postagem meu amigo João! continues assim, escrevendo bem como sempre! sempre contará com meus comentários! Um abraço!

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