Crédito: Ricardo Rimoli (Lancenet)
Colocar a desculpa no gramado é patético. É verdade que o
verdinho lá do Humaitá não anda em condições para a prática do futebol. É verdade. Mas por que o clube chileno, o Huachipato, não sentiu dificuldades para vencer
(e com autoridade) o Grêmio na estreia da Libertadores? Futebol, amigos.
Futebol.
Faltou entrosamento no time do “inventor de moda” Vanderlei
Luxemburgo. Principalmente no meio-campo. Adriano, volante recém contratado
junto ao Santos, não rendeu. Fernando, que é o titular da posição, não atuou no
jogo que o tricolor perdeu por 2
a 1 na Arena porque passa por um problema pessoal. Foi o
que alegou Luxa, quando questionado sobre a escolha do ex-santista ao invés do
camisa 17. Tudo bem. Escolha do treinador. Mas que prejudicou o time,
prejudicou.
A zaga é outro ponto (e negativo) que há de se atentar. Cris
ainda não provou a titularidade, a camisa 3 e a vinda como grande reposição a
Gilberto Silva, atualmente no Atlético Mineiro. O carequinha é de longe o
multicampeão do Olympique de Lyon – parece mais mesmo o discreto zagueiro do
Galatasaray, no qual ficou apenas meia temporada. Com Cris, Grêmio perdeu duas: contra a LDU, no Equador e quinta-feira passada, diante dos chilenos
Já o ataque, esse sim dá para se esperançar. Eduardo Vargas é
um ótimo jogador. Marcar o primeiro gol é questão de pouco tempo. Também deu velocidade
ao ataque que foi muito lento em 2012. E como foi Hernán Barcos (Grêmio
negociou com o Palmeiras quatro marujos por um pirata) na estreia? Bem, muito
bem. Até gol fez. Parece que sempre jogou no Tricolor.
O que fica e de ruim da última quinta-feira é o time, pouco entrosado. O que pode melhorar e acrescentar para
partida contra o Fluminense, já na próxima quarta-feira, no Rio de Janeiro, é o
tempo, treino, Geral (que está suspensa na Arena e que fez muita falta no meio
da semana), e o interminável Estádio Olímpico (acredite, ele mesmo) voltar à ativa.
Entrosamento e
familiaridade com o local são as palavras mágicas.

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